segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Propósitos de Ano Novo

«POUCOS,PEQUENOS e possíveis,eis a regrados três P, tão cara aos jesuítas que sublinham a importância de não fazermos muitos propósitos de Ano Novo para não corrermos o risco de falhar todos. 31 de Dezembro é o dia em que fatalmente damos por nós a fazer balanços do passado e propósitos de futuro. Já que é uma tendência universal e um clássico eterno, vale a pena integrar esta regra sábia dos três P. Quando os jesuítas insistem na teoria de que os propósitos devem ser poucos, pequenos e possíveis, estão a dizer que conhecem a prática e sabem que quando se faz grandes listas basta falhar um para não cumprir os outros. a realidade prova isso mesmo e todos temos essa experiência, aliás.Neste sentido, quanto menos propósitos melhor.Corremos menos riscos de falhar e temos mais certezas de cumprir. Se pudermos fazer apenas um só propósito, pequeno e possível, melhor ainda pois temos a garantia de uma vez cumprido, abre caminhos a novos propósitos e a uma lógica de conquista. É fascinante cumprir a teoria na prática e verificar que sempre que falhamos o primeiro de uma lista de propósitos, os outros caem como um baralho de cartas, mas se, pelo contrário, cumprimos o único a que nos propomos, muitas outras coisas começam a acontecer. Bom ano!»

Laurinda Alves/ Jornal i de 31 de Dezembro

Um comentário:

deep disse...

Este ano, contra o que é habitual, não tracei metas, não formulei propósitos. Apetece-me obedecer ao lema horaciano do "carpe diem" e aproveitar cada dia, cada momento e cada pessoa sem pensar no dia seguinte. Além disso, o convivío de todos estes anos comigo própria ensinou-me que raramente cumpro esses propósitos!

Beijinhos